A vaidade não é apenas a busca por uma aparência perfeita. Percebo que cada um de nós vive uma espécie de vaidade. Um certo tipo de pudor que nos corrói. Algo como um standard. Ela pode ser visível quando as pessoas dizem: "Eu sou...", "Eu preciso..., Eu tenho..., Eu consigo..., Eu fiz..." Será que haveria como viver, sem dizer esses verbos. Quanta vaidade! A vaidade é algo que se quer mostrar, algo de melhor que se tem. Por que tanta necessidade em se sentir importante? Há quem se gabe por ajudar os outros, por ter o corpo definido, por trabalhar muito, por ter títulos conquistados, por enfim, ser digno em alguma coisa. Mas que dignidade é essa? (A vaidade seria digna?) O pior é que ao mesmo tempo que nos orgulhamos de nossa vaidade, é ela quem nos destrói. Para desespero de muitos, sempre nascerá alguém melhor...
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
LA VIE
Shakespeare definiu a vida como "uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, significando nada". Quanta força tem essa definição, porque o autor faz reverberar muitos sentidos quando na realidade está dizendo o oposto, que não há sentido algum. Uma das alternativas de se pensar é a perspectiva pessimista: Se a vida não sentido, por que eu estou vivendo? Pessoas que pensam assim acreditam que deveria existir uma explicação existencial a priori.
Por outro lado, há uma alegria, afinal, se não tem sentido, eu posso inventar o que eu quiser para fazer sentido. Sim, é de certo modo, muito desesperador, no entanto, as pessoas estão inventando, mesmo que não se dêem conta disso. Essa invenção depende das escolhas que se faz, porque cada escolha é um germem potencial para a transformação seguinte.
Por enquanto, para mim, La VIE é transformação...
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